Segurança será reforçada no clássico de Minas Gerais
Clássico mineiro promete ser quente. Contudo, dirigentes não colocam mais 'fogo' para evitar qualquer tragédia no estádio
O clima de decisão no clássico entre Cruzeiro e Atlético, no próximo domingo, acirra ainda mais a rivalidade entre os torcedores dos dois clubes. Um tropeço da Raposa pode culminar no rebaixamento do clube. Por isso, os órgãos responsáveis pela organização do espetáculo demonstram preocupação com a segurança dos presentes.
Embora a Arena do Jacaré receba, oficialmente, apenas cruzeirenses em suas cadeiras no fim de semana, há a preocupação de que atleticanos infiltrados compareçam ao estádio e causem algum tumulto. Portanto, a presença da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deve ser reforçada.
No clássico do primeiro turno, em que o Atlético era o mandante, 129 agentes da polícia militar estiveram dentro do estádio. Além disso, outros 89, 16 bombeiros militares, um delegado, um escrivão e seis investigadores se posicionaram nos arredores da Arena do Jacaré. A expectativa é que esse número aumente no próximo domingo.
Nesta terça-feira, às 11h, representantes da Administração de Estádios do Estado de Minas Gerais (ADEMG), da Federação Mineira de Futebol (FMF), Cruzeiro, Atlético e PMMG se reunirão na sede da FMF para decidirem o planejamento para o clássico.
No jogo ocorrido no turno, os dois clubes envolvidos firmaram um acordo que impossibilitaria o presidente da Raposa, Zezé Perrella, de comparecer à Arena do Jacaré. À época, os dois mandatários confirmaram que, na última rodada do Campeonato Brasileiro, Alexandre Kalil também não poderia ir ao estádio. Eduardo Maluf, diretor de futebol do Galo, é quem deve chefiar a delegação no confronto.
Apesar da impossibilidade de ir ao estádio de Sete Lagoas, Alexandre Kalil garante que o Atlético lutará por uma vitória no domingo.
– Os jogadores vão ter de trabalhar sério. Este será um jogo normal. Sabemos que será complicado. O campo estará cheio, mas não vamos fazer um carnaval – disse.
Com a palavra: Valdir Barbosa (Gerente de futebol do Cruzeiro sobre a segurança no clássico de domingo)
Não vejo a menor possibilidade de acontecer algo como em 2009, no Couto Pereira (A torcida do Coritiba apelou para a violência após a confirmação do rebaixamento contra o Fluminense). O mineiro, e o cruzeirense, em geral, é bem mais tranquilo em relação a essas questões. É preciso ter bastante cuidado para abordar esse tipo de problema, mas não acredito em uma confusão.
A rotina do Cruzeiro em relação à segurança no clássico será a mesma de outras partidas. Isso é um caso para a Polícia Militar (de Minas Gerais, a PMMG), que é contratada pelo clube para fazer a segurança do local. Estamos bem tranquilos.